Archive for January, 2011

week(end)

28/01/2011

divine song. my soul loves it.

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starlight

28/01/2011

não sinto loucura no desejo de morder estrelas, mas ainda existe a terra. e porque a primeira verdade está na terra e no corpo. se o brilho das estrelas dói em mim, se é possível essa comunicação distante, é que alguma coisa quase estrela tremula dentro de mim.

– Clarice Lispector.

28/01/2011

gentle with me

24/01/2011

life fever

24/01/2011

she’s only happy in the sun

24/01/2011

outro dia li num blog uma pessoa falando da relação com o verão. aí pensei: como descrever a relação de uma leonina com o sol? sol, pra mim, é sinônimo de alegria. quase tão necessário quanto água. em dias nublados, parece que tudo fica um pouco mais difícil, travado, triste até. o sol e tudo o que vem com ele me animam. adoooro o calor insuportável, mesmo que seja somente para olhar o vaporzinho saindo do asfalto da janela do trabalho, que me faz querer voar junto. porque em dias de sol eu gosto de viver para fora. acordar cedo e andar a pé. ir tomar o café da manhã na padaria, almoçar na mesinha da calçada de algum restaurantezinho de frente para uma pracinha charmosa, para depois dar uma esticadinha por lá mesmo ou qualquer “inho e inha” que combine com preguicinha. e, na volta, ver o pôr do sol.

também fica mais fácil se vestir no verão, né? um vestidinho e pronto! na verdade, o frio que me perdoe, mas o sol pede para gente deixar os ombros e os braços à mostra. e os braços, pra mim, são sinônimo de liberdade.

liberdade como a de hoje, num perfeito dia de sol.

heart of matters

23/01/2011

 

 

tudo mudou. não vou mais pensar no passado. o que está no passado tem motivos para não fazer parte do meu presente, então deixo ele  lá.  agora tem um vento aqui, que bate sem voltar e aumenta de tamanho a cada novo assunto. tudo bem novo e meu. e é o meu olhar que olha em volta e não estranha e só anseia e se balança a cada novo rodopio, a cada troca de lugar. tenho novidades, todas íntimas e realmente novas. não sinto mais tristeza, não me lamento, apenas troco favores com a felicidade. do passado não me recordo, mas estico meu pescoço e espio sem saudade aquele resto que não serviu. na verdade, aos poucos você percebe o que vale a pena e o que você deve guardar pro resto da vida.

e o que nunca deveria ter entrado nela, joguei mesmo fora para não alcançar.

week(end)

21/01/2011

week(end)

14/01/2011

“e ao coração que teima em bater, avisa que é de se entregar, o viver…”

drive you home

13/01/2011

sometimes fate is like a small sandstorm that keeps changing directions. you change direction but the sandstorm chases you. you turn again, but the storm adjusts. over and over you play this out, like some ominous dance with death just before dawn. why? because this storm has nothing to do with you. this storm is you. something inside of you. so all you can do is give in to it, step right inside the storm, closing your eyes and plugging up your ears so the sand doesn’t get in, and walk through it, step by step. there’s no sun there, no moon, no direction, no sense of time. Just fine white sand swirling up into the sky like pulverized bones. that’s the kind of sandstorm you need to imagine.

and you really will have to make it through that violent, metaphysical, symbolic storm. no matter how metaphysical or symbolic it might be, make no mistake about it: it will cut through flesh like a thousand razor blades. people will bleed there, and you will bleed, too. hot, red blood. you’ll catch that blood in your hands, your own blood and the blood of others.

and once the storm is over you won’t remember how you made it through, how you managed to survive. you won’t even be sure, in fact, whether the storm is really over. but one thing is for certain: when you come out of the storm, you won’t be the same person who walked in. that’s what this storm is all about.

– Haruki Murakami, Kafka on the shore.