Archive for the ‘poema’ Category

to catch up with the sun

10/01/2013

no dia 24/12, antes da noite do natal, como eu faço todo o ano, procurei minha máquina fotográfica. mas para o meu espanto, ela havia sumido. busquei pela casa toda, desmontei o armario e montei novamente repetidamente. remontei minha memoria dos últimos eventos buscando encontrar nela aquilo que eu não encontrava em casa. hum…viagem pra NY, não….festa de aniversário, não isso tinha sido em agosto….viagem a Dubai, não tinha levado. será que havia esquecido na praia? não, nós tínhamos ido para lá em Setembro e tenho certeza que vi a máquina lá depois disso. na falta de encontrar na memória, continuei buscando em casa. encontrei diversos outros objetos, aproveitei para organizar a casa e nada daquela máquina. ela nao era uma máquina qualquer. na verdade, nada é. era uma máquina que eu tinha ganhado do meu marido dois anos antes, quando ele ainda nem era o meu marido. uma máquina que tinha registrado a minha história nesse tempo. e isso me fez pensar exatamente nisso. nesse tempo. um tempo em que o que mais me faltou foi tempo. tempo para aproveitar os momentos. os amigos. o próprio tempo, por que não? tempo para organizar a vida, que não pára nunca e não te espera… ou tempo para não fazer nada, se fosse essa a minha escolha. e foi com esse pensamento que eu comecei a chorar. chorava pela máquina e pelo tempo. aquele objeto específico me fez reviver os últimos dois anos. essa máquina que havia sumido era a representação do meu tempo, que também sumira. ou havia ficado um pouco mais escasso. me mostrava que é preciso de tempo para cuidar daquelas coisas que são importantes para nós. cultivar os momentos, os amigos, as relações. é, minha cabeça louca pode voar as vezes, viu…um pouco mais conformada, comecei a noite do natal meio cabisbaixa, e a cada momento da noite em que pensava em tirar uma foto, lembrava da máquina. mas por outro lado, acabei tendo mais tempo para aproveitar a noite de fato e guardei as lembranças na memória, com registros da máquina que fica aqui ó, na minha cabeça. no final da noite, a máquina já não era tão importante assim. Mas sim, os momentos. e no dia 25/12 ganhei mais um presente. a máquina estava na casa dos meus irmãos, que haviam esquecido de me devolver. Papai Noel me dava o maior presente de todos. a máquina, e com ela o tempo. do passado e por que não, do futuro.

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crazy heart

27/12/2012

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“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.”

Loucos e santos, de Oscar Wilde

give birth to a smile

10/08/2012

primeiro veio o tronco, depois vieram as folhas, muitas folhas! um balé delas, que de tantas cores, me encantou. e à medida que as folhas foram preenchendo a árvore, preencheram minha alma de satisfação. sensação boa foi ver as pequenas sementes, deixando para o vento a polinização a cada novo dia. e pra mim, a realização de um fazer, ou a resultado dele, tem a ver com um elemento novo na minha história: chama-se “ENTREGA”. há que se ter entrega. entregar-se para uma ideia, depois para o fazer, relacionando-se com ele por completo, presença física e de “espírito”. quando acontece a entrega, ela retorna em vida, colorida e livre. ainda não sei ao certo aonde essa vida habita agora em mim, mas sinto sua pulsação.
quem sabe seja a polinização da árvore, que trará novas vidas. 😉

17/05/2012

electric air

23/02/2012

a freedom which is interested only in denying freedom must be denied. and it is not true that the recognition of the freedom of others limits my own freedom: to be free is not to have the power to do anything you like; it is to be able to surpass the given toward an open future; the existence of others as a freedom defines my situation and is even the condition of my own freedom. i am oppressed if i am thrown into prison, but not if I am kept from throwing my neighbor into prison.

– simone de beauvoir, 1948, the ethics of ambiguity

26/01/2012

heart and soul

24/01/2012

 

eu gosto de gente de bom coração. gente educada. gosto de quem diz “que está com você e não abre”. gosto de quem ajuda, de quem escuta, de quem perdoa. gente de boa fé.  gosto de quem faz dos olhos a “janela e porta para a alma”. gosto de quem sorri fácil. e de quem chora também…  gosto de quem abraça. de quem compartilha momentos, lembranças, minutos, metades. gosto de pensar que amanhã vai ser mais bonito, de que amanhã vai fazer sol. gosto do céu. de nuvem, que nos avisa que a chuva está próxima. gosto até da chuva, que lava e leva aquilo que não é para estar aqui. gosto de bicho. de criança. de amigos. gosto de gente.  gosto de gente humilde, sofredora e que mesmo assim, não perde a fé de que amanhã vai ser melhor.  “de gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não…”. gosto de quem passa um tempo, uma hora, uma vida comigo.

gosto, pelo prazer de gostar. acho bonito ser gente.

 

gratisfaction

23/12/2011

olhar para trás…
e ver que em 2010 me permiti viver o que eu tinha vontade e cometer erros. e errei bastante. mas hoje entendo que isso também foi uma forma de crescer. amadureci bastante com as crises e fui atropelada por uma sequência de acontecimentos mas nada, absolutamente nada, fez com que eu pensasse em desistir. só conhece a grandeza de levantar do chão, quem já tropeçou por ele um dia. e encarei 2011 de frente. olhos nos olhos. e nunca me senti tão forte.
então ele chegou. 2011.
um ano que além de render momentos inesquecíveis, me fez conhecer pessoas, lugares e experiências incríveis e totalmente unicas. aprendi a me doar mais, a entender melhor, a enxergar sempre a grandeza das pequenas coisas, dos pequenos momentos. me permiti ser mais humana, mais normal e aproveitar o que cada dia me apresentava de bom. e eles me apresentaram muitas coisas boas e muito aprendizado também. compreendi o significado simples do amor. que não tem nada de simples, pelo contrário, é bem complexo, mas é o melhor sentimento, mais completo, que já existiu. ano em que entendi a dimensão de um “sim”. da entrega. da fé. de fazer o outro se sentir especial. do amor, cuidado e da torcida pelo outro. sim para ele, para mim e para o nosso futuro. juntos.

então não poderia ser diferente. sou muito grata a todos os acontecimentos, pessoas, amigos, momentos, experiências, risos, lágrimas, conversas, livros, festas, músicas, orações e pensamentos que fizeram de mim, uma pessoa plena. e sou grata a mim mesma, por ter tido coragem de acordar a cada dia, mesmo sem saber o que me aguardava no futuro. e como resolução para 2012 um pedido: que seja um ano tão feliz quanto 2011 foi.

pois vivi experiências memoráveis. e “memorável” é a palavra de 2011. vou sentir saudades…

i guess we are blessed

02/12/2011

“antes de me despedir
deixo ao sambista mais novo
o meu pedido final
não deixa o samba morrer

… não deixa o samba acabar
o morro foi feito de samba
de samba para gente sambar”

– Alcione

ebony and ivory

21/10/2011

we all know
that people are the same wherever you go
there is good and bad in everyone
we learn to live, we learn to give each other
what we need to survive
together alive

– Stevie Wonder