Archive for September, 2010

spend a lifetime

30/09/2010

você, em meu mar
eu… em teu olhar.

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by your side

29/09/2010

standing in the wind

29/09/2010

acorda! não vê que já é tarde?
e tudo, o vento levou?
não. era só uma brisa passageira.

26/09/2010

to talk about

26/09/2010

ela: já decidi o que eu quero de presente.
ele: ah, é?
ela: é.
ele: o que?
ela: você comigo, todos os dias da minha vida.
ele: desculpa, mas não posso te dar isso de presente
ela: por que ?
ele: seria um presente pra mim, e não pra você.

endless song of happiness

20/09/2010

ligou o toca discos portátil. velhinho companheiro, leve e pequeno, a que chamava carinhosamente de louis.
colocou uma pedrinha em cima da cabeça da agulha já desgastada, para ela não pular. o disco riscado pelas milhares de vezes que havia sido tocado agora se misturava com a música, e a voz abafava o barulho dos riscos. cantou junto com Ella. e sonhou…
lá, no tempo dos sonhos, quem dera um dia cantar como ela. ele pegou sua mão, a colocou em sua cintura e a envolveu com seus braços. percorreram o pequeno espaço, como se o chão que tinham aos pés fosse uma nuvem de algodão. o cheiro dele envolveu-a. ah, e o toque dele. ajustou-se a ele num encaixe perfeito, como se tivessem sido feitos um para o outro… e naquele momento eles descobriram. ela sentiu confiança e entregou-se como se fossem um. suavemente guiada, passo a passo, rosto no rosto, rosto no pescoço, respiraram-se e sonharam bem longe dali. o longe onde as canções de amor eram de verdade vividas no romance, no tatear desenhando formas nos corpos apaixonados se desejando. e dançaram um para o outro num crescendo amor, onde acontece o desencontro dos passos e o encontro de se fazerem… um… a ir ao encontro do outro.
entenderiam depois que àquela canção deveriam tudo o que aprenderiam juntos.

perhaps, are no words

17/09/2010

inspiring. i love it. kind of puts to perspective what kind of people they are.

let my feet lead me forward

16/09/2010

in a boy’s dream

16/09/2010

eu olhava esse menino, com um prazer de companhia, como nunca por ninguém eu não tinha sentido. achava que ele era muito diferente, gostei daquelas finas feições, a voz mesma, muito leve, muito aprazível. porque ele falava sem mudança, nem intenção, sem sobêjo de esforço, fazia de conversar uma conversinha adulta e antiga. fui recebendo em mim um desejo que ele não fosse mais embora, mas ficasse, sobre as horas, e assim como estava sendo, sem parolagem miúda, sem brincadeira— só meu companheiro amigo desconhecido.[…] mas eu aguentei o aque do olhar dele. aqueles olhos então foram ficando bons, retomando brilho. e o menino pôs a mão na minha. encostava e ficava fazendo parte melhor da minha pele, no profundo, désse as minhas carnes alguma coisa.

– João Guimarães Rosa

14/09/2010