Posts Tagged ‘futuro’

infinite sky

04/12/2013

sim, a culpa é sempre sua. sempre. culpa sua forçar a me reinventar em cada um dos meus dias. culpa sua não me deixar seguir a tentação fácil, mas sim montar planos de vida mais complexos, como saltar de asa delta a profundezas oceânicas. culpa sua eu me fazer, desfazer e refazer novamente, de acordo com o que imaginei ser uma invenção tamanha, a qual dei o nome de amor. culpa sua eu ter coragem para enfrentar o novo. ter que rever todas as minhas crenças todos os dias. e isso acontece para o bem e para o mal. porque sem dores, quedas, desencontros e pedras no caminho, não existiria a transformação que me fez amadurecer e evoluir ao que sou hoje. melhor. melhor para você e para a nossa futura filha. e porque não, uma “melhor eu”, para mim mesma. a culpa é sua, sim senhor. culpa de me fazer tão feliz.

e por tudo isso, culpa sua que quando penso no futuro, fecho os olhos e ao reabrí-los, você aparece sentado numa cadeira de balanço daquelas que as nossas avós tinham, sorrindo para mim.

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serendipity

15/04/2013

hoje você foi o meu assunto do dia para ele. falei que você fazia a barba quando ia me encontrar, e que quando eu disse que eu adorava você com barba, você de repente parou de fazer. e nunca mais fez de novo. eu disse que o seu cabelo era mais escuro e que acho que um dia você vai ficar todo grisalho e vai ser o grisalho mais bonito da cidade. disse que a gente brigou bastante, mas que bastou uma madrugada definitiva em que os dois ficaram acordados, cada um na sua casa, para resolvermos ficar juntos e olhar para outra direção. falei do dia anterior ao casamento, quando entramos na agua gelada de Junho e o mar nos deu a benção de Iemanja.
falei desse jeito que você olha pra baixo quando sorri sem graça e também que você fica bravo e ansioso quando não sabe o que dizer. eu disse que gosto quando você me dá a mão e não apenas a segura, mas intercala os seus dedos entre os meus e sinto como se nossas mãos estivessem travadas por esses ossinhos que ficam no meio dos dedos e então nunca mais fossem se soltar. eu disse também que você acorda com os olhos adoravelmente inchados e por esse motivo eu gostaria de te ver acordar todo dia. mas é mentira minha, não é só por esse motivo, é por muitos tantos outros. eu disse que você não quer chegar perto de mim depois do basquete porque acha que está todo suado, mas que isso é uma bobeira porque eu gosto de todos os seus cheiros, porque, eles são seus. e, porque se são seus, são meus também.
eu contei que queria morar no seu abraço, porque quando você me abraça, a minha cabeça tem um encaixe perfeito em você. eu contei que, quando você chega, o meu dia se enche de luz solar (a minha preferida) e a minha noite, de estrelas. e que tudo com você é melhor, as vezes mais fértil e colorido, as vezes mais complicado, mas que você me faz acreditar em destino, em sonhos, em futuro.
e que, se toda pessoa tem um lugar no mundo, você é o meu lugar.
e que você estará sempre por perto de mim e dele.
Tenho certeza de que ele sorriu.a1738a6c97f5e5c826ca08556e6b398c

to catch up with the sun

10/01/2013

no dia 24/12, antes da noite do natal, como eu faço todo o ano, procurei minha máquina fotográfica. mas para o meu espanto, ela havia sumido. busquei pela casa toda, desmontei o armario e montei novamente repetidamente. remontei minha memoria dos últimos eventos buscando encontrar nela aquilo que eu não encontrava em casa. hum…viagem pra NY, não….festa de aniversário, não isso tinha sido em agosto….viagem a Dubai, não tinha levado. será que havia esquecido na praia? não, nós tínhamos ido para lá em Setembro e tenho certeza que vi a máquina lá depois disso. na falta de encontrar na memória, continuei buscando em casa. encontrei diversos outros objetos, aproveitei para organizar a casa e nada daquela máquina. ela nao era uma máquina qualquer. na verdade, nada é. era uma máquina que eu tinha ganhado do meu marido dois anos antes, quando ele ainda nem era o meu marido. uma máquina que tinha registrado a minha história nesse tempo. e isso me fez pensar exatamente nisso. nesse tempo. um tempo em que o que mais me faltou foi tempo. tempo para aproveitar os momentos. os amigos. o próprio tempo, por que não? tempo para organizar a vida, que não pára nunca e não te espera… ou tempo para não fazer nada, se fosse essa a minha escolha. e foi com esse pensamento que eu comecei a chorar. chorava pela máquina e pelo tempo. aquele objeto específico me fez reviver os últimos dois anos. essa máquina que havia sumido era a representação do meu tempo, que também sumira. ou havia ficado um pouco mais escasso. me mostrava que é preciso de tempo para cuidar daquelas coisas que são importantes para nós. cultivar os momentos, os amigos, as relações. é, minha cabeça louca pode voar as vezes, viu…um pouco mais conformada, comecei a noite do natal meio cabisbaixa, e a cada momento da noite em que pensava em tirar uma foto, lembrava da máquina. mas por outro lado, acabei tendo mais tempo para aproveitar a noite de fato e guardei as lembranças na memória, com registros da máquina que fica aqui ó, na minha cabeça. no final da noite, a máquina já não era tão importante assim. Mas sim, os momentos. e no dia 25/12 ganhei mais um presente. a máquina estava na casa dos meus irmãos, que haviam esquecido de me devolver. Papai Noel me dava o maior presente de todos. a máquina, e com ela o tempo. do passado e por que não, do futuro.

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hard to explain

15/03/2010

“a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”
– John Lennon

week(end)

05/03/2010

25/02/2010

forever

21/01/2010

defina seu pouco ou seu muito. O importante é definir algo. aí, trace uma linha, seja ela curva, reta, diagonal, e só se contente quando se sentir contente. E quando se sentir contente, comece de novo, num ciclo sem fim.

Além de não contente (que é diferente de descontente), espero que você continue se questionando: “é isso que quero para mim?”, “vou ou fico?”, “esse é o meu lugar?”,(…)

Desejo, do fundo do meu coração, que você chore e sofra… até quase desistir. quase. desistir para recomeçar, para encontrar o novo final da sua linha e com ele, o começo de outra.

Recomeço.

living loving mad

18/01/2010

purple drops

13/01/2010

chegue bem perto de mim. me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. ou não diga nada, mas chegue mais perto. não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada.