to catch up with the sun

no dia 24/12, antes da noite do natal, como eu faço todo o ano, procurei minha máquina fotográfica. mas para o meu espanto, ela havia sumido. busquei pela casa toda, desmontei o armario e montei novamente repetidamente. remontei minha memoria dos últimos eventos buscando encontrar nela aquilo que eu não encontrava em casa. hum…viagem pra NY, não….festa de aniversário, não isso tinha sido em agosto….viagem a Dubai, não tinha levado. será que havia esquecido na praia? não, nós tínhamos ido para lá em Setembro e tenho certeza que vi a máquina lá depois disso. na falta de encontrar na memória, continuei buscando em casa. encontrei diversos outros objetos, aproveitei para organizar a casa e nada daquela máquina. ela nao era uma máquina qualquer. na verdade, nada é. era uma máquina que eu tinha ganhado do meu marido dois anos antes, quando ele ainda nem era o meu marido. uma máquina que tinha registrado a minha história nesse tempo. e isso me fez pensar exatamente nisso. nesse tempo. um tempo em que o que mais me faltou foi tempo. tempo para aproveitar os momentos. os amigos. o próprio tempo, por que não? tempo para organizar a vida, que não pára nunca e não te espera… ou tempo para não fazer nada, se fosse essa a minha escolha. e foi com esse pensamento que eu comecei a chorar. chorava pela máquina e pelo tempo. aquele objeto específico me fez reviver os últimos dois anos. essa máquina que havia sumido era a representação do meu tempo, que também sumira. ou havia ficado um pouco mais escasso. me mostrava que é preciso de tempo para cuidar daquelas coisas que são importantes para nós. cultivar os momentos, os amigos, as relações. é, minha cabeça louca pode voar as vezes, viu…um pouco mais conformada, comecei a noite do natal meio cabisbaixa, e a cada momento da noite em que pensava em tirar uma foto, lembrava da máquina. mas por outro lado, acabei tendo mais tempo para aproveitar a noite de fato e guardei as lembranças na memória, com registros da máquina que fica aqui ó, na minha cabeça. no final da noite, a máquina já não era tão importante assim. Mas sim, os momentos. e no dia 25/12 ganhei mais um presente. a máquina estava na casa dos meus irmãos, que haviam esquecido de me devolver. Papai Noel me dava o maior presente de todos. a máquina, e com ela o tempo. do passado e por que não, do futuro.

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4 Responses to “to catch up with the sun”

  1. Julia Says:

    Muito tempo, amor e vida para você em 2013!🙂

  2. hoel Says:

    Don’t put off till tomorrow what should be done today. i don’t how i understand, but i did! yeay!

  3. Marilia Says:

    Quem disse que não existe camera do tempo, né? Muito bacana o seu post!

  4. Mari Says:

    lindo isso. que bom que vc encontrou, baby.

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