rhyme and reason

meus olhos estavam vermelhos do oceano que fluia para dentro e fora do meu corpo, tanto que eu não conseguia enxergar mais nada. temporariamente cega por um amar tanto, com uma coração tão grande, tão pesado, tão disposto a derramar tudo o que sente. os pensamentos não iriam me parar. sim, eu sabia. existia uma luta frequente entre o meu coração e a minha mente. mas eu também sabia que meu coração prevalecia, sempre. e essa continua sendo a única maneira que eu sei fazer. para viver. e falar. e cantar. e ser. mas isso também faz de mim uma criança, ingênua e as vezes, porque não, tola e lenta para perceber quando as coisas não vão bem com o meu coração. mesmo assim eu escolho ir com ele, com o meu coração. e vou me recusar a deixá-lo endurecer mesmo que os oceanos tomem conta de mim. não sou uma daquelas pessoas que usa isso como desculpa para ir embora, navegar para longe, para um lugar distante. porque essas pessoas tornam-se mais solitárias, cercadas apenas por si mesmos e pelo mar. e eu, bom, eu prefiro ficar sozinha rodeada por pessoas queridas. esperando. esperando por uma chance de, estando por perto, no final, valer a pena. com os meus sentimentos costurados na manga da minha camisa, incorporados aos meus joelhos, ao meu pescoço, aos meus lábios. e mesmo sendo uma vida perigosa de conduzir, eu não consigo evitar… é como eu sempre fui, como eu sempre serei. uma lutadora, com o meu músculo mais forte bem debaixo do centro-esquerdo do meu peito. pulsando.

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